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5 gastos fáceis de reduzir para que lhe sobre mais dinheiro no fim do mês

O fim próximo das moratórias de crédito vai colocar a nu uma situação que já se vinha entrevendo há alguns anos: o sobre-endividamento das famílias devido aos créditos contratados.


5 gastos fáceis de reduzir

A crise económica trazida pela pandemia depauperou as finanças pessoais de todos nós, mas com um pouco de criatividade, esforço e uma ajuda da nossa parte vai conseguir entrar em terreno positivo. Veja a seguir 5 gastos fáceis de reduzir que pode ter um impacto positivo significativo no fim do mês.

5 gastos fáceis de reduzir para fomentar a poupança

1 – Juntar todos os créditos num só (Consolidar créditos)

O fim próximo das moratórias de crédito vai colocar a nu uma situação que já se vinha entrevendo há alguns anos: o sobre-endividamento das famílias devido aos créditos contratados.

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Se a sua situação financeira já conheceu melhores dias e começa a sentir dificuldades para pagar as prestações dos créditos que contraiu, juntar todos os créditos num só (consolidar créditos) pode ser a solução que procura.

Tal como o nome indica, a consolidação de créditos é uma solução que lhe permite juntar todos os seus créditos num só e ficar com uma taxa fixa, um prazo fixo e apenas uma prestação mensal, mais baixa, para pagar.

Ao juntar todos os créditos num estará, igualmente, a contribuir para levar a sua taxa de esforço (Encargos financeiros / Rendimento Líquido Total do Agregado x 100) para níveis saudáveis. Aliás, se a sua taxa de esforço for superior a 33%, é a altura ideal para começar a pensar em consolidar créditos.

No entanto, para poder recorrer à consolidação de créditos, há algumas condições que têm de ser cumpridas e que podem variar de acordo com a instituição financeira. A saber:

a) Não pode ter prestações de crédito em atraso. O ideal é regularizar primeiro as suas dívidas antes de falar com o banco sobre consolidação de créditos;

b) A idade máxima para solicitar consolidação de créditos é de 75 anos;

c) Para negociar a consolidação de créditos é necessário ter um fiador ou dar uma garantia ao banco;

d) Caso esteja desempregado, numa situação de emprego precário ou se for considerado um cliente de risco (com um taxa de esforço elevada, por exemplo), é provável que o banco recuse o seu pedido.

Para além da poupança com mensalidades e com o evitar da duplicação de custos relacionados com os seguros associados ao crédito, por vezes requeridos pelos bancos, ainda vai poder dispor de um montante extra na altura do contrato de crédito consolidado, isto, claro está, se assim o desejar.

2 – Pondere transferir os seguros do seu crédito habitação

Pondere transferir os seguros associados ao crédito habitação. Segundo a Lei portuguesa, o tomador do seguro não precisa do consentimento do Banco (o credor) para celebrar um novo contrato de seguro crédito habitação.

Antes de 2012 não era possível adquirir soluções dos seguros obrigatórios fora das instituições financeiras, mas isso mudou. Desta forma, poderá valer a pena rever as condições e custos que tem atualmente e mudar o seguro para outra entidade e assim reduzir custos durante a pandemia.

Ainda que seja regra os bancos concederem uma bonificação no spread a quem contrate seguros (multirriscos, incêndio, etc.) nos seus balcões, a verdade é que muitas vezes pode compensar perder essa bonificação e contratar estes produtos noutras seguradoras, mesmo que que se dê um eventual aumento do spread por o fazer.

Faça simulações e decida. Não raras vezes, a mudança de seguro acaba por sair mais barata para o tomador do seguro.

3 – Renegoceie os seus contratos de telecomunicações

Avalie o seu consumo de televisão, telemóvel e Internet, por forma a renegociar o seu pacote de telecomunicações para uma solução mais ajustada e vantajosa. No site da ANACOM pode simular tarifários e perceber se existe uma opção que lhe permita poupar dinheiro.

4 – Poupe em água, electricidade e gás

Evite os banhos de imersão e opte pelos programas económicos e rápidos das máquinas de lavar roupa e loiça. Apague a luzes das divisões que estão vazias, não deixe os aparelhos ligados à tomada durante a noite (modo ‘stand-by’ consome energia) ou após o carregamento completo de baterias.

Caso possua tarifa bi-horária ou tri-horária, concentre a utilização dos eletrodomésticos como máquinas de lavar roupa e louça nas horas de vazio, ou seja, quando se paga menos.

Se entende que está a pagar demais pela eletricidade ou pelo gás, recorra ao simulador de preços de energia da ERSE para comparar os preços da eletricidade e do gás natural nos diversos fornecedores.

Caso encontre uma tarifa mais favorável e quiser mudar de operador, também está disponível, no portal da ERSE, informação sobre como mudar.

Aproveite ao máximo a luz natural, optando por trabalhar mais perto da janela e, em vez de recorrer ao ar condicionado, deixe entrar o ar exterior, contribuindo assim para que as divisões sejam devidamente ventiladas.

Verifique ainda se pode beneficiar da Tarifa Social. Esta é uma medida implementada pelo Governo no sentido de garantir o fornecimento de eletricidade e gás natural a todos os consumidores, principalmente aos clientes com dificuldades financeiras.

Este apoio consiste num desconto que pode ir até 33,8% na fatura de eletricidade e 31,2% na de gás natural.

5 – Reduza a taxa de juro do seu cartão de crédito

A maior parte dos portugueses possui um ou mais cartões de crédito, mas pucos sabem que é possível reduzir a taxa de juro. No comparativo entre as diversas soluções oferecidas pelas instituições portuguesas, percebe-se que a TAEG média tem oscilado entre os 9,8% e os 15,3% nos cartões de crédito, pelo que o nosso conselho é para ir analisando e comparando o mercado à espera de uma opção que o satisfaça.

Se o seu o seu banco não lhe conseguir oferecer melhores condições, pondere optar por um produto mais vantajoso de outra instituição bancária.