fbpx

Certificados do Tesouro: são um bom investimento?

Os Certificados do Tesouro continuam a ser uma excelente alternativa à maioria dos depósitos a prazo?


Certificados do Tesouro

Desde sempre, habituamo-nos a olhar para os Certificados do Tesouro como um bom investimento, mas as recentes restrições à subscrição de dois dos três produtos de certificados existentes, podem gerar algumas dúvidas quanto à rentabilidade de um investimento deste género.

O que são Certificados do Tesouro?

Estes certificados são produtos de poupança que, ao invés de outros produtos similares, oferecem a segurança de estarem “protegidos” pelo Estado. Na prática, um certificado de Tesouro é um título de dívida que oferece uma remuneração e que obriga a que o seu subscritor mantenha as suas poupanças durante um determinado período de tempo, sob pena de sofrer penalizações.

Publicidade

Lançados pelo Estado como forma de se financiar pois, na prática, quando alguém subscreve certificados de Tesouro está a emprestar dinheiro ao Estado e em troca recebe juros, estes produtos de poupança podem dividir-se em: Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC), Certificados do Tesouro e Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM).

Contudo, neste momento, apenas se encontram disponíveis para subscrição os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC).

Principais características dos Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC)

Como produto dívida pública, os CTPC oferecem uma taxa crescente com um prazo máximo de 7 anos, não podendo ser resgatados durante o primeiro ano. Quem pretender subscrever um CTPC deve fazê-lo nos CTT ou, em alternativa, no online caso já tenha conta aforro na Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

O investimento mínimo são mil euros e o máximo é de 1 milhão de euros com os juros a serem pagos anualmente e creditados, a cada ano, na conta aforro do subscritor.

Para além desta características, os CTPC não estão indexados ao rendimento da dívida de longo prazo e têm taxas fixas. A partir do segundo ano, pode ainda acrescer um prémio em função do crescimento do PIB. O prémio corresponde a 40% do crescimento médio real do PIB a preços de mercado;

Dado que se trata de um empréstimo ao Estado Português, as características do produto garantem, pelo menos, o reembolso da totalidade do capital investido fazendo dos CTPC um produto de risco quase nulo.

Com estes dados em mãos, vamos agora perceber se com os atuais certificados de Tesouro, os CTPC, são, de facto, um bom investimento.

Uma boa alternativa aos depósitos a prazo?

Apesar de resumidos, actualmente, aos CTPC, os Certificados do Tesouro continuam a ser uma excelente alternativa à maioria dos depósitos a prazo, que rendem praticamente nada.

Como referimos, os CTPC são pagos anualmente a uma taxa crescente que varia entre os 0,75% e os 2,25% brutos. Isto significa que, em termos líquidos, a renda obtida por um subscritor deste produto obtém, anualmente, um rendimento entre 0,5% e 1%.

A partir do segundo ano, e caso a taxa de crescimento do PIB o permita, o subscritor poderá ter acesso a uma bonificação. Ao manter um CTPC durante sete anos, é garantida uma Taxa Anual Efetiva Líquida de 1%.

O retorno maior será conseguido no final do período de subscrição, pelo que compensará manter até estes certificados até final do prazo de sete anos.

Pode usar o simulador disponibilizado pelo IGCP – a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública para conseguir perceber qual será o retorno do seu investimento ao longo dos sete anos de subscrição ou também o simulador da Deco Proteste.

Para além dos rendimentos oferecidos pelos CTPC, há que levar em conta que estes produtos podem ser uma boa forma de diversificar as poupanças numa altura em que os depósitos a prazo estão oferecer juros baixos (ou nulos).

Há, ainda a assinalar que, à semelhança do que acontece com os depósitos a prazo e os Certificados de Aforro, os juros dos CTPC estão sujeitos a uma retenção na fonte de 28% que é feita de forma automática.

Tal significa que não é necessário incluir estes rendimentos na declaração de IRS.