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Poupança: Os 10 mandamentos simples e indispensáveis

Saber poupar para que nunca tenha de abdicar de nada verdadeiramente importante é uma arte. Mas quais mudanças realmente têm efeito?


poupança

À medida que se aproxima o final do mês ou quando surge uma necessidade de última hora, o problema das famílias portuguesas é sempre o mesmo: poupança. Saber poupar para que nunca tenha de abdicar de nada verdadeiramente importante é uma arte, mas uma arte por vezes tortuosa.

O caminho que conduz à poupança está cheio de pedras e paisagens sedutoras onde poderá perder o norte e o controlo do seu orçamento. Evitar estes “acidentes” e alcançar o Santo Graal dependerá de si, da sua força de vontade e, acima de tudo, de uma gestão criteriosa e racional dos seus gastos.

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Para que não faça esta “dieta orçamental” sozinho, embarcamos consigo nesta jornada com 10 “mandamentos” de poupança que encaminham o dinheiro para o seu bolso.

1 – Controle as despesas diárias e faça orçamentos mensais

Verifique as suas despesas todos os dias. É uma forma de controlar o dinheiro que gasta e eliminar gastos supérfluos. Ao elaborar um orçamento mensal (e segui-lo escrupulosamente) estará a racionalizar o dinheiro que possui e a estabelecer limites de despesa.

2 – Estabeleça objetivos de poupança semanais

Vá colocando algum dinheiro de parte todas as semanas. Comece por um valor baixo e vá, gradualmente, aumentando-o ao longo do ano.

3 – Pense primeiro, compre depois

Se é possível abdicar de muitos produtos, a verdade é que há outros de que não podemos dispensar. Antes da compra compare o preço do mesmo produto nas diferentes marcas e estabelecimentos comerciais.

À comparação de preços procure juntar artigos que se encontrem em promoção ou que possam estar sujeitos a desconto. Perguntar não custa e a carteira agradece.

4 – Procure taxas de juro mais baixas

Alguns bancos cobram taxas de juro muito altas. Se for o seu caso, procure um banco que seja mais adequado aos seus objetivos de poupança. Calcule a sua taxa de esforço.

A taxa de esforço é o melhor indicador do estado de saúde das suas finanças. Esta taxa indica qual é o peso (em percentagem) dos empréstimos de uma pessoa no seu rendimento mensal. A taxa resulta da divisão das prestações dos créditos pelo rendimento total disponível todos os meses. E para que as suas finanças sejam consideradas saudáveis, é preciso que a taxa de esforço não ultrapasse 30% a 40% dos rendimentos.

5 – Evite o cartão, faça compras com dinheiro vivo

Evite compras com cartão. A facilidade com que dispomos dos nossos cartões de crédito ou débito podem levá-lo a perder a noção do dinheiro que está a gastar. Informe-se previamente sobre o(s) preço(s) do(s) produto(s) e saia de casa apenas com o dinheiro físico indispensável à sua aquisição.

6 – Invista num PPR

Pode parecer um contra-senso enquanto falamos de poupanças, mas é uma boa forma de impor regras ao seu orçamento anual e ainda poupar para a reforma. Além de amealhar para o futuro, começa já a poupar, uma vez que os valores aplicados anualmente em PPR são dedutíveis até 20% no IRS e, no momento do reembolso, beneficiam de taxas de imposto mais reduzidas.

7 – Reavalie e renegoceie contratos para poupar

Caso possua um crédito à habitação, repare no seu extrato e veja qual o spread que o banco lhe está a cobrar. Se o valor for superior a 1,5%, chegou a hora de renegociar.

O mesmo acontece para os seus serviços de comunicações e contratos de energia e gás. Avalie o seu consumo de televisão, telemóvel e Internet, por forma a renegociar o seu pacote de telecomunicações para uma solução mais ajustada e vantajosa.

Se entende que está a pagar demais pela eletricidade ou pelo gás, recorra a um simulador de preços de energia para comparar os preços da eletricidade e do gás natural nos diversos fornecedores.

8 – Crie um fundo de maneio

Pode seguir uma rigorosa “dieta orçamental”, mas os imprevistos acontecem. Por isso, crie um fundo de emergência com montante equivalente a seis meses do seu atual salário, ou valor equivalente, desde que permita o seu sustento durante um semestre sem trabalhar.

9 – Defina objetivos financeiros e de poupança

Tudo tem o seu tempo e lugar. Estabelecer metas realistas de poupança ou investimento é de extrema importância para o orçamento familiar se manter em terreno positivo.

Os objetivos dependem, muitas vezes, do seu ciclo de vida: comprar casa ou carro, aumentar a família ou poupar para a reforma, entre outros. Para facilitar a concretização dos seus objetivos de longo prazo defina metas curtas e intercalares.

10 – Não viva acima das suas possibilidades

A frase ganhou um cunho negativo no passado, mas a verdade é que longe da demagogia política este “mandamento” implica tão-somente não gastar o dinheiro que não se tem. Querermos impressionar outros ou sucumbir a todos os desejos sem olhar ao orçamento disponível dá normalmente mau resultado.